A abertura oficial da Semana Temática de Empreendedorismo na Prática do CRA-SP, realizada na noite desta segunda-feira, 1º de abril, apresentou ao público presente uma triste realidade: “60% das empresas brasileiras fecham suas portas ao final do seu quinto ano de funcionamento”.
De acordo com o coordenador do Grupo de Excelência em Empreendedorismo e Inovação (GEEI) do Conselho, Jefferson Freitas de Oliveira, para enfrentar esse cenário hostil, acentuado por problemas relacionados a políticas regulatórias e de financiamento, é necessário aliar teoria à prática, no que ele chamou de “experiência agregada”, de forma a proporcionar ao empreendedor a melhora de sua capacidade de reação e adaptação ao mercado, por meio do contato com experiências de outras empresas empreendedoras, estudos e análises atuais, viabilizado por universidades e unidades de suporte. “Para consolidar o processo empreendedor, desde o nascimento da empresa até a sua estabilização no mercado, a educação empreendedora é de suma importância e deve se manter constante, principalmente entre aqueles que tomam a decisão de inovar nos negócios”, enfatiza.
Apesar de afirmar que o empreendedorismo no Brasil sofre com uma série de problemas, que obrigam o empreendedor a se reinventar em uma velocidade além do normal para vencer entraves burocráticos e se manter no mercado, o especialista destacou que, ainda assim, é possível driblar dificuldades para evitar as altas taxas de mortalidade das empresas. Algumas das medidas indicadas por ele são a abertura da empresa para a entrada de capital de terceiros e, especialmente no caso das empresas nascentes, contar com a expertise de incubadoras para auxiliar na execução de ideias, com a infraestrutura necessária.