Em um bate-papo descontraído com a plateia, mediado pela ex-CEO da Dudalina, Sônia Hess, na noite desta segunda-feira, dia 19 de março, as convidadas Christiane Aché, diretora do programa de pós MBA de formação para Conselheiras de Administração, da Saint Paul Escola de Negócios, Deborah Vieitas, CEO da Amcham-Brasil e Monica Herrero, CEO Brasil da Stefanini, falaram, com base em suas próprias histórias, como o exemplo é capaz de influenciar e inspirar mulheres em suas trajetórias profissionais, durante a apresentação do painel Mulheres que inspiram, transformam e compartilham.
De acordo com Deborah Vieitas, sua mãe, hoje com 86 anos, parou de trabalhar aos 76 e sempre foi uma inspiração em casa, principalmente pela forma como lidou com a culpa ao deixar os filhos para se dedicar ao trabalho. “Trabalhar traz realizações concretas e a mulher que tem ambições profissionais precisa alcançá-las. Nesse cenário, a culpa não ajuda e a mulher precisa aprender a lidar com ela. O exemplo da minha mãe é um marco em minha vida”, disse.
Ainda sobre culpa, Christiane Aché brincou afirmando que “se a culpa é minha, eu coloco em quem eu quiser”, apontando a necessidade da mulher se libertar de certos fantasmas e correr atrás de fazer o que gosta, reinventar-se, com confiança no seu trabalho. “A autoconfiança tem que ser construída. Não aceitem um ‘não’ tão fácil assim. Se houver fracassos, incorpore-os, aprenda com eles e melhore a sua ideia enquanto isso ainda custa pouco”, afirmou, contundente.
Para Mônica Herrero, que diz ter aprendido muito com a visão empreendedora da mãe – que hoje, aos 76 anos, ainda trabalha – é preciso dar uma atenção especial aos valores no mundo corporativo. “Precisamos nos identificar com os valores das organizações onde estamos, do contrário, a troca não vale a pena. Além disso, ao encontrar uma dificuldade, não aceite a porta na cara. Busque o que falta e atravesse a porta. As mulheres precisam ter mais iniciativa, quebrar a cultura e procurar o seu espaço. Perdas fazem parte do processo, portanto, se você tiver medo do ‘não’ é melhor nem começar”, finalizou.