s pedidos de falência e recuperação judicial caíram no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2016, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela Boa Vista SCPC. O recuo da quantidade de pedidos de falência foi de 9,9% e de recuperação, de 15,2%.
“Passado o período de intensa retração da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, entre outros fatores, as empresas passam agora a esboçar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência”, avaliou a Boa Vista em nota.
Considerando apenas os pedidos de falência feitos em março, houve queda de 5,2% na comparação com o mesmo mês de 2016. Já na comparação com fevereiro de 2017, a quantidade de pedidos aumentou 24,3%. Em 12 meses, há alta de 3,6%, seguindo o movimento de desaceleração iniciado nos últimos meses.
Já a quantidade de pedidos de recuperação judicial, houve aumento de 14,6% em março na comparação com 2016. Entre fevereiro e o mês seguinte, a alta foi de 27,7% e em 12 meses, de 18%.
Pequenas e médias empresas sofrem mais
A pesquisa mostra que as empresas menores seguem representando a maioria entre as companhias que pedem falência ou recuperação judicial. Até o mês de março, 88% dos pedidos de falência registrados foram feitos por pequenas empresas, e outros 11% foram de médias. As grandes são apenas 1%.
Já entre os pedidos de recuperação judicial, 93% foram de pequenas empresas e 7% de médias, sem registro de grandes companhias. Entre os setores, a pesquisa mostra ainda que a indústria lidera os pedidos de falência, enquanto as empresas do setor de serviços são maioria entre as que pedem recuperação judicial.
Em março, 39% dos pedidos de falência foram feitas por empresas do setor industrial, contra 35% de serviços e 26% do comércio.
No mesmo mês, 41% das empresas que pediram recuperação judicial eram do setor de serviços, contra 36% do comércio e 23% da indústria.
Fonte: G1